terça-feira, 21 de agosto de 2012

FONTES DE CONTAMINAÇÃO RADIOATIVA E PREVENÇÃO

ALINE, JOSÉ MÁRCIO ,
MARIANA, MARIA INÊS, REGIANE,








FONTES DE CONTAMINAÇÃO RADIOATIVA E PREVENÇÃO

















E. T. C. Dr. JÚLIO CARDOSO
FRANCA- 2009




SUMÁRIO
SUMARIO   
1. INTRODUÇÃO   
2. NR 15 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES   
3. RADIAÇÕES IONIZANTES   
4. AGENTES QUÍMICOS CUJA INSALUBRIDADE É   
CARACTERIZADA POR LIMITE DE TOLERÂNCIA E   
INSPEÇÃO NO LOCAL DE TRABALHO   
5. PROTEÇÕES RADIOLÓGICAS   
6. RADIAÇÕES NÃO-IONIZANTES   
7 AGENTES QUÍMICOS   
7.1 Rotulagem - Símbolos de Risco   
7.2 Facilmente Inflamável (F)   
7.3 Extremamente Inflamável (F+)   
7.4 Tóxicos (T)   
7.5 Muito Tóxico (T+)   
7.6 Corrosivo (C)   
7.7 Oxidantes (O)   
7.8 Nocivo (Xn)   
7.9 Irritante (Xi)   
7.10 Explosivo (E)   
8. RELAÇÃO DE ALGUMAS ATIVIDADES E OPERAÇÕES   
ENVOLVENDO AGENTES QUÍMICOS, CONSIDERADOS INSALUBRES   
8.1 Arsênio   
8.2 Carvão   
8.3 Chumbo   
8.4 Cromo   
8.5 Fósforo   
8.6 Hidrocarbonetos e outros compostos de Carbono   
8.7 Mercúrio   
8.8 Silicatos   
8.9 Substâncias cancerígenas   
8.10 operações diversas   
8.11 Benzeno   
9. PREVENÇÃO   
9.1 Procedimentos operacionais   
9.2 Agentes biológicos   
10. ACIDENTES RADIOATIVOS   
10.1 Chernobyl (Ucrânia) em 26 de Abril de 1986.   
10.2 Goiânia (Brasil) em 13 de Setembro de 1987.   
11. CUIDADOS DE ENFGERMAGEM   
11.1 Os pacientes   
12. DANOS AO ORGANISMO   
12.1 Como se proteger   
12.2 O que é radiação   
12.3 Tipos de radiação   
12.4 Estabilidade do Núcleo Atômico   
12.5 Radiação Ionizante   
12.6 Radiação Alfa (a)   
12.7 Radiação Beta (ß)   
12.8 Radiação Gama   
12.9 Raios-X   
12.10 Aplicações   
13. SAÚDE   
13.1 Radioterapia   
13.2 Diferença entre braquiterapia e radioterapia externa   
13.3 Braquiterapia   
13.4 Aplicadores   
13.5 Radioisótopos   
14 DIAGNÓSTICO   
14.1 Radiografia   
14.2 Tomografia   
14.3 Mamografia   
14.4 Mapeamento com radiofármacos   
14.5 Como minimizar os efeitos da radiação ionizante   
15. CONTROLE À EXPOSIÇÃO E MONITORIZAÇÃO   
15.1 Tipos de monitorização   
15.2 Tipos de dosímetros   
15.3 Tipos de radiação   
15.4 Radioatividades Naturais   
15.5 A proteção contra as radiações   
15.6 Problema potencial em vários setores   
15.7 Quatro Anos De Estudos No Brasil   
15.8 Radiação De Fundo   
16. CONCLUSÃO   
17. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS   









1. INTRODUÇÃO


Os riscos ambientais na área hospitalar, geralmente estão associados aos agentes biológicos, físicos, psicossociais e ergonômico, o que vem favorecer as prováveis doenças ocupacionais entre a maior parte dos trabalhadores de enfermagem. Substâncias químicas podem ser compostas de produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória. Os riscos químicos podem atingir também pessoas que não estejam em contato direto com a fonte do risco e, em geral provocam lesões imediatas (doenças) (FERREIRA, s/d).
Para verificar o nível de exposição à substância química são feitos exames específicos. Dessa maneira pode-se avaliar a elevação de níveis que ocorre no organismo. Através desse exame verificamos a exposição de um grupo de trabalhadores ou indivíduos isolados, pela identificação e quantificação dos agentes químicos. Essa avaliação da exposição pode ser por medição instrumental ou laboratorial da concentração do agente onde serão feitos a comparação do resultado com o limite de exposição (OGA, 1996).
Com o objetivo de proteger a saúde e prevenir o aparecimento de doenças através do Programa Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO (OGA, 1996). Tais exames visam à identificação precoce de uma anomalia em trabalhadores expostos a um risco químico que pode ser reversível sendo esse dado muitas vezes mais importante que a avaliação da dose interna de agentes químicos. Uma vez que se tem observada a regressão que muitos efeitos produzidos pela exposição de agentes químicos regridem quando é feita a interrupção. Assim muitas alterações individualizadas ou intoxicações agudas de uma intensa exposição repentina em fase precoce podem ser tratadas em forma de prevenção (OGA, 1996).
Dessa forma, evitar os problemas de saúde ocupacional que podem ser desencadeados por essa exposição. Para a efetividade dessa prevenção é necessário que os trabalhadores tenham conhecimento sobre os riscos propiciados pelas substâncias químicas. Os agentes químicos são capazes de produzir todos os tipos de lesões celulares e os efeitos da exposição podem manifestar-se imediata ou tardiamente (ABEN, 2006).
O interesse pela temática é identificar os riscos químicos aos quais os trabalhadores de enfermagem estão expostos, desenvolvendo meios de prevenção e diminuição de seus efeitos. A melhor forma seria aplicar a educação geral para a prevenção dos riscos, adaptando especificamente ao seu campo de ação profissional, planejar, executar e avaliar ações de educação, esclarecimento, apoio com o objetivo de promover, prevenir e reabilitar o indivíduo, respeitando a liberdade dele em tomar decisões e escolha.
Acredita-se que o enfermeiro pode atuar nas ações e contribuir na prevenção em relação à saúde do trabalhador a possíveis riscos ocupacionais. Esta interação deve ser um compromisso entre o enfermeiro e o trabalhador com uma ação conjunta a fim de orientar para a melhor resolução dos problemas em relação aos riscos ocupacionais, respeitando valores, crenças e culturas.
Os trabalhadores de enfermagem inseridos na produção em saúde estão expostos a uma diversidade de cargas químicas que são geradoras de um processo de desgaste, a problemática no trabalho é acentuada aos que atuam em hospitais (COSTA e FELLI, 2005).
No ambiente hospitalar freqüentemente são encontrados os seguintes agentes químicos: antibiótico, antineoplásicos, benzina, iodo, látex, glutaraldeído, formaldeído e gases anestésicos. Na manipulação de antibióticos estes podem ser inalados, digeridos ou mesmo entrando em contato com a pele do indivíduo causando sensibilização, ainda desencadear alergias e renite alérgica, associando também episódios de diarréia.
Os trabalhadores de enfermagem expostos aos antineoplásicos podem manifestar vertigens, cefaléia, infertilidade, reações alérgicas, carcinogenicidade, mutagenicidade, teratogenicidade, entre outros distúrbios. Quanto aos gases anestésicos o N2O pode desencadear efeitos adversos nos trabalhadores, porque o óxido de nitroso oxida a vitamina B12 e assim diminui a produção de DNA por inativação da síntese de metionina. Efeitos adversos reduzem a fertilidade e aumenta a incidência de abortos e manifestações congênitas. Abortos espontâneos podem ser conseqüência da exposição ocupacional, principalmente em enfermeiras no primeiro trimestre da gestação.
As soluções, vapores ou gases esterilizantes também se constituem em agentes de risco ocupacional.Vapores de formaldeído são irritantes das mucosas de nariz, boca e olhos, podem produzir sintomas de mal estar mesmo em baixas   concentrações, causa dermatites, edema ou espasmo da laringe, bronquite obstrutiva e, ocasionalmente edema de pulmão.
Também o glutaraldeído pode causar alterações como presença de lacrimejamento, renites, dermatites, dificuldades respiratórias, náuseas e cefaléia. A preocupação com a exposição ocupacional com o óxido de etileno é pertinente, visto ser esse causador de lesões cutâneas e conjuntivites; presença de leucemias, linfomas, neoplasias gástrica e esofágica, disfunções hepáticas e renais, doenças do aparelho respiratório e diminuição de hemoglobina devido a degeneração de aminoácidos; no caso de intoxicação aguda observa-se dispnéia, alterações do nível de consciência, náuseas, vômitos, diarréia, linfócitos, neurite periférica e encefalopatia.
A benzina é um solvente volátil destilado que pode causar depressão do sistema nervoso central. Devido ao aumento do consumo de luvas no uso hospitalar, o látex evidenciou-se como um dos causadores de dermatite e urticária ocupacional. A hipersensibilidade pode ocorrer pelo látex, pelo talco utilizado nas camadas internas das luvas e pelos aditivos químicos do processamento da borracha.
O iodo é um agente antimicrobiano tópico, possui amplo espectro de ação e características farmacológicas. Causa conjuntivite, faringite aguda, edema agudo do pulmão e dermatite alérgica de contato (XELEGATI et al, 2006). Prevenir é uma das formas de se evitar os problemas de saúde ocupacional que podem ser desencadeados por essas exposições, porém para efetividade dessa prevenção é necessário que os trabalhadores tenham conhecimentos sobre os riscos propiciados pelas substâncias químicas.
A falta de uma rotulagem adequada comercializadas leva a deficiência de informações precisas sobre os riscos aos quais os trabalhadores estão expostos, o que contribuem enormemente para que doenças ocupacionais e acidentes de trabalho a elas relacionadas fiquem muitas vezes fora da estatística (MINISTÉRIO DO TRABALHO, 2006).
A preocupação em evitar o surgimento de doenças decorrentes da exposição dos indivíduos a agentes químicos no ambiente de trabalho deve necessariamente conduzir a tomada de medidas de prevenção, com a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) na manipulação ou exposição desse agente químico como: uso de máscara, óculos, luvas e avental.
Estas são as bases de monitorização biológica que consistem em verificar se a concentração desses agentes ou metabólitos no organismo dos trabalhadores está dentro dos níveis estabelecido por órgãos governamentais ou pela comunidade cientifica. Os indicadores biológicos de exposição e os índices máximos permitidos são cientificamente determinados (PIMENTA, s/d).



2. NR 15 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES


Teve sua publicação em 08 de junho de 1978, pela portaria GM nº 3.214, onde dispõe sobre as operações consideradas insalubres, sendo elas quando:

  • Exceder os limites de tolerância para ruídos, radiações, agentes químicos e poeiras;
  • Nas atividades de trabalho sob condições hiperbáricas, de agentes químicos e biológicos;
  • Comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho,
Entende-se por "Limite de Tolerância", para os fins desta Norma, a concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará dano à saúde do trabalhador, durante a sua vida laboral. O exercício de trabalho em condições de insalubridade, assegura ao trabalhador a percepção de adicional, incidente sobre o salário mínimo da região#, equivalente a:

  • 40% (quarenta por cento), para insalubridade de grau máximo;
  • 20% (vinte por cento), para insalubridade de grau médio;
  • 10% (dez por cento), para insalubridade de grau mínimo;

A eliminação ou neutralização da insalubridade determinará a cessação do pagamento do adicional respectivo e deverá ser feita através de medidas de ordem geral que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância, com a utilização de equipamento de proteção individual.
Cabe à autoridade regional competente em matéria de segurança e saúde do trabalhador, comprovada a insalubridade por laudo técnico de engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho, devidamente habilitado, fixar adicional devido aos empregados expostos à insalubridade quando impraticável sua eliminação ou neutralização.
A eliminação ou neutralização da insalubridade ficará caracterizada através de avaliação pericial por órgão competente, que comprove a inexistência de risco à saúde do trabalhador. É facultado às empresas e aos sindicatos das categorias profissionais interessadas requererem ao Ministério do Trabalho, através das DRTs, a realização de perícia em estabelecimento ou setor deste, com o objetivo de caracterizar e classificar ou determinar atividade insalubre. Nas perícias requeridas às Delegacias Regionais do Trabalho, desde que comprovada à insalubridade, o perito do Ministério do Trabalho indicará o adicional devido. O perito descreverá no laudo a técnica e a aparelhagem utilizadas.










3. RADIAÇÕES IONIZANTES


Nas atividades ou operações onde trabalhadores possam ser expostos a radiações ionizantes, os limites de tolerância, os princípios, as obrigações e controles básicos para a proteção do homem e do seu meio ambiente contra possíveis efeitos indevidos causados pela radiação ionizante, são os constantes da Norma CNEN*-NE-3.01: "Diretrizes Básicas de Radioproteção", de julho de 1988, aprovada, em caráter experimental, pela Resolução CNEN n.º 12/88, ou daquela que venha a substituí-la.
(*) CNEN – Comissão Nacional de Energia Nuclear
    Nela consta que os responsáveis principais pela aplicação da norma são os titulares e empregadores, podendo ser pessoas delegadas formalmente pelos mesmos.
Para a realização de uma prática, devem ser consideradas desde a escolha do local até o fim do controle institucional da instalação, considerando as Normas pertinentes da CNEN, assim como outros códigos e Normas técnicas aceitos pela CNEN, incluindo margens de segurança suficientes, de forma a garantir um desempenho seguro durante a existência da fonte, atendendo, em especial, à prevenção de acidentes e à mitigação de suas conseqüências, tanto no presente como no futuro. Fontes e instalações devem ser mantidas em condições de segurança, utilizando o uso de barreiras múltiplas de acordo com a intensidade e a probabilidade das exposições potenciais envolvidas.


    Limitação de dose individual
Limites de Dose Anuais [a]




Grandeza
Órgão
Indivíduo ocupacionalmente exposto
Indivíduo do público

Dose efetiva
Corpo inteiro
20 mSv [b]
1 mSv [c]

Dose equivalente
Cristalino
150 mSv
15 mSv


Pele [d]
500 mSv
50 mSv

Mãos e pés
500 mSv
---



Para mulheres grávidas ocupacionalmente expostas, suas tarefas devem ser controladas de maneira que seja improvável que, a partir da notificação da gravidez, o feto receba dose efetiva superior a 1 mSv durante o resto do período de gestação. Indivíduos com idade inferior a 18 anos não podem estar sujeitos a exposições ocupacionais.
A sua unidade no Sistema Internacional é Sievert (Sv). O nome foi dado em homenagem ao médico sueco Rolf Maximilian Sievert (1896-1966) que estudou os efeitos biológicos da radiação. (1 Sv = 1mSv = 10-³ J/kg = 10-³ m² ·s-²)
Pode ser utilizada isoladamente ou associada à radioterapia externa, além disso, pode fazer parte de terapias combinadas, associando-se à cirurgia, quimioterapia ou terapia hormonal.
Segundo Guimarães (2002) com as altas taxas de dose, o material radioativo permanece por poucos minutos no interior do organismo, tempo suficiente para a liberação da dose ideal de radiação. Quanto às baixas taxas de dose, a fonte de radiação deve ser mantida no interior do corpo durante um período mais prolongado, geralmente por poucos dias, ou implantada definitivamente.


















































4. AGENTES QUÍMICOS CUJA INSALUBRIDADE É
CARACTERIZADA POR LIMITE DE TOLERÂNCIA E
INSPEÇÃO NO LOCAL DE TRABALHO


Nas atividades ou operações nas quais os trabalhadores ficam expostos a agentes químicos, a caracterização de insalubridade, para absorção por via respiratória, ocorrerá quando forem ultrapassados os limites de tolerância para jornadas de trabalho ate 48 horas semanais constantes no Quadro n.º 1.
Na coluna "VALOR TETO" estão assinalados os agentes químicos cujos limites de tolerância não podem ser ultrapassados em momento algum da jornada de trabalho.
Na coluna "ABSORÇÃO TAMBÉM PELA PELE" são os que podem ser absorvidos pela pele, e portanto, exigindo na sua manipulação o uso da luvas adequadas, além do EPI necessário à proteção de outras partes do corpo.Exemplos: acetona, cloro, amônia, álcool etílico.
A avaliação das concentrações dos agentes químicos deverá ser feita pelo menos em 10 amostragens. Cada uma das concentrações obtidas nas referidas amostragens não deverá ultrapassar os valores obtidos na equação que segue, sob pena de ser considerada situação de risco grave e iminente.
Valor máximo = L.T. x F. D.
Onde:
L.T. = limite de tolerância para o agente químico, segundo o Quadro n.° 1.
F.D. = fator de desvio, segundo definido no Quadro n.° 2

                                   

L.T.

F.D.

(pp, ou  mg/m³)


0 a 1

3

1 a 10

2

10 a 100

1,5

100 a 1000

1,25

Acima de 1000

1,1



É facultado às empresas e aos sindicatos das categorias profissionais interessadas requererem ao Ministério do Trabalho, através das DRTs, a realização de perícia em estabelecimento ou setor deste, com o objetivo de caracterizar e classificar ou determinar atividade insalubre.   
O limite de tolerância será considerado excedido quando a média aritmética das concentrações ultrapassar os valores fixados no Quadro n.° 1.

Agente
Químicos
 Valor
Teto
Absorção
também
pela pele

Ppm*

Mg/m³**
Grau de insalubridade no caso de sua caracterização

Álcool furfurílico


+

4

15,5

Médio

Ácido clorídrico

+


4

5,5

Máximo

Acetileno



Asfixiante

Simples

-



































5. PROTEÇÕES RADIOLÓGICAS


Devem-se identificar as situações em que possam ocorrer exposições normais e potenciais, levando em consideração os efeitos de eventos externos às fontes, que envolvam diretamente as fontes e/ou os equipamentos a elas associados; e determinar a magnitude prevista das exposições normais e, quando razoável e exeqüível, estimar as probabilidades e os valores das exposições potenciais.
Uma intervenção leva em conta:

  • Os fatores característicos da situação real, tais como a natureza da liberação, as condições meteorológicas e outros fatores não radiológicos relevantes; e
  • A probabilidade de que as ações protetoras tragam um beneficio líquido, dadas as incertezas envolvidas.
  • Em situação de emergência: nenhum membro das equipes de intervenção, para atendimento a situações de emergência, deve ser exposto a dose superior ao limite anual de dose para exposição ocupacional, exceto com a finalidade de:
  • Salvar vidas ou prevenir danos sérios à saúde;
  • Executar ações que evitem dose coletiva elevada; ou
  • Executar ações para prevenir o desenvolvimento de situações catastróficas;






























6. RADIAÇÕES NÃO-IONIZANTES



1. Para os efeitos desta norma, são radiações não-ionizantes as microondas, ultravioletas e laser.
2. As operações ou atividades que exponham os trabalhadores às radiações não-ionizantes, sem a proteção adequada, serão consideradas insalubres, em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho.
3. As atividades ou operações que exponham os trabalhadores às radiações da luz negra (ultravioleta na faixa - 400- 320 nanômetros) não serão consideradas insalubres.





7 AGENTES QUÍMICOS




Consideram-se agentes de risco químico as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo do trabalhador pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos gases, neblinas, nevoas ou vapores, ou que seja, pela natureza da atividade, de exposição, possam ter contato ou ser absorvido pelo organismo através da pele ou por ingestão.
Os fatores de risco químico ocupam o mais extenso grupo de agentes de doença profissional, algumas das quais com ação mutagênica e cancerígena e outras com potencial alergênico.
O risco químico é freqüentemente ignorado e banalizado na construção civil, não merecendo a mesma atenção que os riscos ligados à integridade física do trabalhador, os quais têm conseqüências imediatas e bem visíveis.
Na construção civil, grande parte dos materiais utilizados pelo operário são produtos químicos, e se não forem usados de maneira correta podem trazer problemas para os trabalhadores. Cimentos, cal, tintas, pastas, argamassas, colas e selantes são produtos perigosos, que em contato com a pele, olhos, nariz, boca e outras partes expostas podem causar irritação, queimadura e até ferimentos mais graves.








7.1 Rotulagem - Símbolos de Risco


A rotulagem por intermédio de símbolos e textos de avisos são precauções essenciais de segurança.
Os rótulos ou etiquetas aplicados sobre uma embalagem devem conter em seu texto as informações que sejam necessárias para que o produto ali contido seja tratado com toda a segurança possível.


7.2 Facilmente Inflamável (F)


Classificação: Líquidos com pontos de inflamação inferior a 21oC, substâncias sólidas que são fáceis de inflamar.
Precaução: Evitar contato com o ar e manter afastadas de fontes de ignição.




7.3 Extremamente Inflamável (F+)


Classificação: Líquidos com ponto de inflamabilidade inferior a 0o C e o ponto máximo de ebulição 35oC; gases, misturas de gases que com o ar e a pressão normal podem se inflamar facilmente.
Precauções: Manter longe de chamas abertas e fontes de ignição.
Exemplos: benzeno, etanol, acetona, hidrogênio.



7.4 Tóxicos (T)


Classificação: São agentes químicos que, ao serem introduzidos no organismo por inalação, absorção ou ingestão, podem causar efeitos graves e/ou mortais.
Precaução: Evitar qualquer contato com o corpo humano e observar cuidados especiais com produtos cancerígenos, teratogênicos ou mutagênicos.






7.5 Muito Tóxico (T+)


Classificação: A inalação, ingestão ou absorção através da pele, provoca danos à saúde na maior parte das vezes, muito graves ou mesmo a morte.
Precaução: Evitar qualquer contato com o corpo humano e observar cuidados especiais com produtos cancerígenos, teratogênicos ou mutagênicos.
Exemplos: cloreto de bário, metanol, monóxido de carbono.

7.6 Corrosivo (C)


Classificação: Estes produtos químicos causam destruição de tecidos vivos e/ou materiais inertes.
Precaução: Não inalar os vapores e evitar o contato com a pele, os olhos e vestuário.
Exemplos: ácido clorídrico e fluorídrico.



7.7 Oxidantes (O)


Classificação: São agentes que desprendem oxigênio e favorecem a combustão. Podem inflamar substâncias combustíveis ou acelerar a propagação de incêndio.
Precaução: Evitar qualquer contato com substâncias combustíveis. Perigo de incêndio.



7.8 Nocivo (Xn)


Classificação: São agentes químicos que por inalação, absorção ou ingestão, produzem efeitos de menor gravidade.
Precaução: Evitar qualquer contato com o corpo humano, e observar cuidados especiais com produtos cancerígenos, teratogênicos ou mutagênicos.
       Exemplos: cloreto de potássio




7.9 Irritante (Xi)


Classificação: Substâncias que podem desenvolver uma ação irritante sobre a pele, os olhos e o trato respiratório.
Precaução: Não inalar os vapores e evitar o contato com a pele e os olhos.
Exemplos: cloreto de cálcio, carbonato de sódio.


7.10 Explosivo (E)


Classificação: São agentes químicos que pela ação de choque, percussão, fricção, produzem calor suficiente para iniciar um processo destrutivo através de violenta liberação de energia.
Precaução: Evitar atrito, choque, fricção, formação de faísca e ação do calor.
Exemplos: nitroglicerina

































8. RELAÇÃO DE ALGUMAS ATIVIDADES E OPERAÇÕES
ENVOLVENDO AGENTES QUÍMICOS, CONSIDERADOS INSALUBRES


8.1 Arsênio


Insalubridade de grau máximo
- Pintura a pistola com pigmentos de compostos de arsênico, em recintos limitados ou fechados.
Insalubridade de grau médio
- Pintura manual com pigmentos de compostos de arsênico em recintos limitados ou fechados.
Insalubridade de grau mínimo
- Pintura a pistola ou manual com pigmentos de compostos de arsênico ao ar livre.


8.2 Carvão


Insalubridade de grau máximo
- Trabalho permanente no subsolo em operações de corte, furação e desmonte, de carregamento no local de desmonte, em atividades de manobra, nos pontos de transferência de carga e de viradores.
Insalubridade de grau médio
- Demais atividades permanentes do subsolo compreendendo serviços, tais como: operações de locomotiva,
condutores, engatadores, bombeiros, madeireiros, trilheiros e eletricistas.
Insalubridade de grau mínimo
- Atividades permanentes de superfícies com britadores, peneiras, classificadores, carga e
Descarga de silos, de transportadores de correia e de teleférreos.


8.3 Chumbo


Insalubridade de grau máximo
- Pintura a pistola com pigmentos de compostos de chumbo em recintos limitados ou fechados.
Insalubridade de grau médio
- Pintura e decoração manual com pigmentos de compostos de chumbo, em recintos limitados ou fechados.
- Aplicação e emprego de esmaltes, vernizes, cores, pigmentos, tintas, pastas, líquidos e pós à base de compostos de chumbo.
Insalubridade de grau mínimo
- Pintura a pistola ou manual com pigmentos de compostos de chumbo ao ar livre.


8.4 Cromo


Insalubridade de grau máximo
- Pintura a pistola com pigmentos de compostos de cromo, em recintos limitados ou fechados.
Insalubridade de grau médio
- Pintura manual com pigmentos de compostos de cromo em recintos limitados ou fechados


8.5 Fósforo


Insalubridade de grau máximo
- Fabricação de projéteis incendiários, explosivos e gases asfixiantes à base de fósforo branco.
Insalubridade de grau médio
- Fabricação de mechas fosforadas para lâmpadas de mineiros.


8.6 Hidrocarbonetos e outros compostos de Carbono


Insalubridade de grau máximo
- Manipulação de alcatrão, breu, betume, antraceno, óleos minerais, óleo queimado, parafina
Insalubridade de grau médio
- Fabricação de linóleos, celulóides, lacas, tintas, esmaltes, vernizes, solventes, colas, artefatos de ebonite, e outros à base de hidrocarbonetos.


8.7 Mercúrio


Insalubridade de grau máximo
- Fabricação e manipulação de compostos orgânicos de mercúrio.
8.8 Silicatos


Insalubridade de grau máximo
- Operações que desprendam poeira de silicatos em trabalhos permanentes no subsolo, em minas e túneis (operações de corte, furação, desmonte, carregamentos e outras atividades exercidas no local do desmonte e britagem no subsolo).


8.9 Substâncias cancerígenas


(Alterado pela Portaria SSST n.º14, de 20 de dezembro de 1995)
Para as substâncias ou processos as seguir relacionados, não deve ser permitida nenhuma exposição ou contato, por qualquer via:
- 4 - amino difenil (p-xenilamina);
- Produção de Benzidina;
- Betanaftilamina;
- 4 - nitrodifenil,


8.10 operações diversas


Insalubridade de grau máximo

  • Operações com cádmio e seus compostos, extração, tratamento, preparação de ligas, fabricação e emprego de seus compostos, solda com cádmio, em fabricação de vidros, como antioxidante, em revestimentos metálicos, e outros produtos.

Insalubridade de grau médio

  • Aplicação a pistola de tintas de alumínio.
  • Metalização a pistola.
  • Trabalho de retirada, raspagem a seco e queima de pinturas.
  • Fabricação e manuseio de cal.

Insalubridade de grau mínimo

  • Fabricação e transporte de cal e cimento nas fases de grande exposição a poeiras.


8.11 Benzeno

É um hidrocarboneto classificado como hidrocarboneto aromático, e é a base para esta classe de hidrocarbonetos: todos os aromáticos possuem um anel benzênico (benzeno), que, por isso, é também chamado de anel aromático.
O benzeno é líquido, inflamável, incolor e tem um aroma doce e agradável. É um composto tóxico, cujos vapores, se inalados, causam tontura, dores de cabeça e até mesmo inconsciência. Se inalados em pequenas quantidades por longos períodos causam sérios problemas sangüíneos, como leucopenia.
Também é conhecido por ser carcinogênico. É uma substância usada como solvente (de iodo, enxofre, graxas, ceras, etc.) e matéria-prima básica na produção de muitos compostos orgânicos importantes como fenol, anilina, trinitrotolueno, plásticos, gasolina, borracha sintética e tintas. A benzina é uma mistura de hidrocarbonetos obtida principalmente da destilação do petróleo que possui faixa de ebulição próxima ao benzeno.
O presente Anexo tem como objetivo regulamentar ações, atribuições e procedimentos de prevenção da exposição ocupacional ao benzeno, visando à proteção da saúde do trabalhador, visto tratar-se de um produto comprovadamente cancerígeno. Aplicado a todas as empresas que produzem, transportam, armazenam, utilizam ou manipulam benzeno e suas misturas líquidas contendo 1% (um por cento) ou mais de volume e aquelas por elas contratadas, no que couber. Não se aplica às atividades de armazenamento, transporte, distribuição, venda e uso de combustíveis derivados de petróleo.
Proibida a utilização do benzeno, a partir de 01 de janeiro de 1997, para qualquer emprego, exceto nas indústrias e laboratórios que:
a) o produzem;
b) o utilizem em processos de síntese química;
c) o empreguem em combustíveis derivados de petróleo;
d) o empreguem em trabalhos de análise ou investigação realizados emlaboratório, quando não for possível sua substituição;
e) o empreguem como azeótropo na produção de álcool anidro, até a data a ser definida para a sua substituição.  
Valor de Referência Tecnológico - VRT se refere à concentração de benzeno no ar considerada exeqüível do ponto de vista técnico, definido em processo de negociação tripartite. O VRT deve ser considerado como referência para os programas de melhoria contínua das condições dos ambientes de trabalho. O cumprimento do VRT é obrigatório e não exclui risco à saúde.  
Os valores estabelecidos para os VRT-MPT são:
- 1,0 (um) ppm para as empresas abrangidas por este Anexo (com exceção das empresas siderúrgicas, as produtoras de álcool anidro e aquelas que deverão substituir o benzeno a partir de 1º.01.97).
- 2,5 (dois e meio) ppm para as empresas siderúrgicas.
Entende-se como Vigilância da Saúde o conjunto de ações e procedimentos que visam à detecção, o mais precocemente possível, de efeitos nocivos induzidos pelo benzeno à saúde dos trabalhadores. Seguindo o disposto na Instrução Normativa n.º 02 sobre "Vigilância da Saúde dos Trabalhadores na Prevenção da Exposição Ocupacional ao Benzeno."
As empresas abrangidas pelo presente Anexo, e aquelas por elas contratadas quando couber, deverão garantir a constituição de representação específica dos trabalhadores para o benzeno objetivando a acompanhar a elaboração, implantação e desenvolvimento do Programa de Prevenção da Exposição Ocupacional ao Benzeno.
A organização, constituição, atribuições e treinamento desta representação serão acordadas entre as representações dos trabalhadores e empregadores.
Os trabalhadores das empresas abrangidas, com risco de exposição ao benzeno, deverão participar de treinamento sobre os cuidados e as medidas de prevenção.
As áreas, recipientes, equipamentos e pontos com risco de exposição ao benzeno deverão ser sinalizadas com os dizeres - "Perigo: Presença de Benzeno - Risco à Saúde" e o acesso a estas áreas deverá ser restringido às pessoas autorizadas.


A informação sobre os riscos do benzeno à saúde deve ser permanente, colocando-se à disposição dos trabalhadores uma "Ficha de Informações de Segurança sobre Benzeno", sempre atualizada.
Exemplo:


Será de responsabilidade dos fornecedores de benzeno, assim como dos fabricantes e fornecedores de produtos contendo benzeno, a rotulagem adequada, destacando a ação cancerígena do produto, de maneira facilmente compreensível pelos trabalhadores e usuários, incluindo obrigatoriamente instrução de uso, riscos à saúde e doenças relacionadas, medidas de controle adequadas, em cores contrastantes, de forma legível e visível.



Quando da ocorrência de situações de emergência, situação anormal que pode resultar em uma imprevista liberação de benzeno que possa exceder o VRT-MPT, devem ser adotados os seguintes procedimentos:
a) após a ocorrência de emergência, deve-se assegurar que a área envolvida tenha retornado à condição anterior através de monitorizações sistemáticas. O tipo de monitorização deverá ser avaliado dependendo da situação envolvida;
b) caso haja dúvidas das condições das áreas, deve-se realizar uma bateria padronizada de avaliação ambiental nos locais e dos grupos homogêneos de exposição envolvidos nestas áreas;
c) o registro da emergência deve ser feito segundo o roteiro que se segue: - descrição da emergência - descrever as condições em que a emergência ocorreu indicando:
- atividade; local, data e hora da emergência;  
- causas da emergência;  
- planejamento feito para o retorno à situação normal;  
- medidas para evitar reincidências;  
- providências tomadas a respeito dos trabalhadores expostos.






















9. PREVENÇÃO


Considerando-se as características do produto como toxicidade e carcinogenicidade, as ações preventivas são as que se apresentam como sendo de maior relevância na proteção da saúde. Assim, o ambiente e o processo de trabalho devem assegurar sempre a menor exposição ocupacional possível. Medidas de proteção coletiva adotadas no processo de trabalho, minimizando a exposição ou eliminando o agente, e medidas de proteção individual contribuem decididamente na prevenção da intoxicação


9.1 Procedimentos operacionais


As empresas devem garantir ao trabalhador sob investigação de alteração do seu estado de saúde com suspeita de ser de etiologia ocupacional os seguintes procedimentos:  
1. Afastamento da exposição;
2. Emissão da CAT(Comunicação de Acidente do Trabalho);  
3. Encaminhamento ao INSS para avaliação previdenciária;
4. Encaminhamento ao SUS para investigação clínica e registro;  
5. Custeio pleno de consultas, exames e pareceres necessários à elucidação diagnóstica de suspeita de danos à saúde provocado por benzeno;
6. Custeio pleno de medicamentos, materiais médicos, internações hospitalares e procedimentos médicos de tratamento de dano à saúde provocado por benzeno ou suas seqüelas e conseqüências.
7. Desencadear ações imediatas de correção, prevenção e controle no ambiente, condições e processos de trabalho.  


9.2 Agentes biológicos


Relação das atividades que envolvem agentes biológicos, cuja insalubridade  é caracterizada pela avaliação qualitativa.

Insalubridade de grau máximo
Trabalho ou operações, em contato permanente com:

  • Pacientes em isolamento por doenças infecto-contagiosas, bem como objetos de seu uso, não previamente esterilizados;
  • Carnes, glândulas, vísceras, sangue, ossos, couros, pêlos e dejeções de animais portadores de doenças infecto-contagiosas (carbunculose, brucelose, tuberculose);
  • Esgotos (galerias e tanques); e
  • Lixo urbano (coleta e industrialização).
Insalubridade de grau médio
Trabalhos e operações em contato permanente com pacientes, animais ou com material infecto-contagiante, em:

  • Hospitais, serviços de emergência, enfermarias, ambulatórios, postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde humana (aplica-se unicamente ao pessoal que tenha contato com os pacientes, bem como aos que manuseiam objetos de uso desses pacientes, não previamente esterilizados);
  • Hospitais, ambulatórios, postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados ao atendimento e tratamento de animais (aplica-se apenas ao pessoal que tenha contato com tais animais);
  • Contato em laboratórios, com animais destinados ao preparo de soro, vacinas e outros produtos;
  • Laboratórios de análise clínica e histopatologia (aplica-se tão-só ao pessoal técnico);
  • Gabinetes de autópsias, de anatomia e histoanatomopatologia (aplica-se somente ao pessoal técnico);
  • Cemitérios (exumação de corpos);
  • Estábulos e cavalariças; e
  • Resíduos de animais deteriorados.

































10. ACIDENTES RADIOATIVOS


10.1 Chernobyl (Ucrânia) em 26 de Abril de 1986.


O acidente de Chernobyl, considerado o maior acidente nuclear da história, foi decorrente da explosão do núcleo do reator que existia a 18 km da cidade, causado por falha humana, problemas em hastes de controle do reator que foram mal projetadas e por erro no manuseio da máquina, houve liberação de produtos radioativos por duas semanas. Dentre as conseqüências do acidente cita-se a poeira radioativa que tomou conta do local e a contaminação dos seres viventes da região através de água e verdura contaminadas. Nesse acidente centenas de pessoas foram direta ou indiretamente contaminadas, sendo que 115 pessoas sofreram síndrome aguda da radiação; ao final de 8 meses 31 haviam morrido.
Após o acidente foi construída uma estrutura de concreto e aço sobre o local acidentado e contaminado, o que recebeu o nome de sarcófago. O sarcófago tem a finalidade de impedir a liberação dos 95% do combustível nuclear ainda existente no local.
Até hoje inúmeras pessoas possuem graves seqüelas daquele acidente. Na época, devido à alta contaminação de certos locais (raio maior que 30 km), o governo soviético evacuou cerca de 50.000 pessoas e alguns lugares próximos à usina não foram novamente ocupados. O acidente ensinou muito sobre cuidados adequados com vítimas contaminadas. Esses conhecimentos foram de extrema importância para que o número de vítimas fatais do acidente de Goiânia fosse diminuído.


10.2 Goiânia (Brasil) em 13 de Setembro de 1987.


Um ano e meio após o desastre de Chernobyl, aconteceu o acidente de Goiânia, onde catadores de sucata abriram a golpes de marreta uma peça de equipamento hospitalar para radioterapia de 120 quilos (vida útil 30 anos), abandonado em um terreno contendo aproximadamente 19 gramas de césio-137. Foi vendido a um ferro-velho, o dono encantado com o pó aglomerado azul que brilhava na falta de luz, fez um anel para sua esposa e distribuiu o pó para amigos e familiares, tragicamente contaminando mais e mais vitimas.
Quando o acidente foi descoberto, autoridades enviaram policiais e bombeiros, sem proteção adequada, para isolar a área, os quais também se contaminaram. As vitimas tiveram suas residências e pertences destruídos, levados para um aterro, onde os trabalhadores que fizeram a demolição e o transporte também se contaminaram.
Calcula-se que mais de 60 pessoas foram vítimas fatais e em torno de 6 mil foram contaminadas, produzi-se cerca de 13,4 toneladas de lixo atômico, perigoso ao meio ambiente por mais de 180 anos, condicionados em conteiners fechados hermeticamente, enterrados em uma vala de aproximadamente 30 metros de profundidade, revestida por uma parede de concreto e chumbo de 1 metro de espessura e sobre a vala foi construída uma montanha. Nas proximidades do ferro- velho foi coberto por 7 metros de espessura de concreto para impedir possíveis vazamentos de radiação.
Com esses dois acidentes podemos perceber que a radiação ionizante pode ser muito perigosa, principalmente se levarmos em conta que tanto no caso russo quanto no brasileiro a primeira finalidade dessas radiações era o uso pacífico, mas nos dois casos o descaso humano foi responsável pela morte, mutilação e incapacitação de inúmeras pessoas.














































11. CUIDADOS DE ENFGERMAGEM


Quando a gravidade do acidente em Goiânia foi conhecida e a Marinha convocada a prestar socorro, mobilizou-se um grande contingente de profissionais para dar assistência às vítimas. Os médicos e o pessoal de enfermagem recrutados haviam participado de cursos de radioproteção ministrados pela Marinha, além de vários terem participado ativamente também dos cursos de Higiene das Radiações Ionizantes e Emergências em Acidentes Nucleares, ministrados por Furnas. Todo pessoal da enfermagem (oficiais e praças) que foi mobilizado recebeu ainda adestramento específico, uma vez que manteria contato direto com os pacientes.
Os 14 pacientes que ingressaram no HNMD entre 01/10/87 e 31/10/87 estavam em estado grave, apresentando os sintomas clássicos da Síndrome Aguda das Radiações, além de radiodermites, contaminação interna e externa. Sob o ponto de vista psicológico, todos se encontravam muito estressados, por total desconhecimento do que lhes estava acontecendo: repentinamente, ficaram doentes, foram internados, isolados. Em decorrência disto, se mostravam pouco receptivos.
O nível social e a conseqüente desinformação dificultavam tanto as rotinas de higiene pessoal que estes pacientes deveriam seguir, como a adoção de medidas de radioproteção. Mas, após alguns dias, a equipe conseguiu estabelecer um bom diálogo com eles, que passaram então a colaborar integralmente em todos os procedimentos.
É importante ressaltar que os pacientes se encontravam também muito traumatizados por seu grave estado de saúde e por terem perdido suas residências e os poucos bens de que dispunham. Foi de inestimável valia o apoio a eles prestado pelo Serviço Social, pelo Serviço de Psicologia e pelo capelão do hospital.
Quase todos apresentavam sinais e sintomas de maior ou menor comprometimento gastroentérico, sendo que aqueles que receberam maior dose vieram a apresentar uma típica síndrome gastrointestinal, conforme já descrito, provocada por radiação ionizante. Quanto ao quadro hematológico, observou-se que todos os pacientes apresentavam alterações. Os mais irradiados evoluíram até aplasia medular com suas intercorrências características. Também as lesões cutâneas (radiodermites) apresentavam intensidade, extensão e profundidade variáveis, de acordo com a dose de radiação absorvida, qualidade da radiação, da região do corpo atingida e da sensibilidade individual, indo desde o eritema até a ulceração e necrose.
A chegada destes pacientes alterou por completo a rotina do hospital, devido à gravidade da situação e das rotinas que tiveram que ser adotadas. De imediato, observou-se a necessidade de se estabelecer a logística ideal para a realização do atendimento e a premência da aquisição de material, já que o existente no hospital era apenas para o consumo rotineiro, sendo portanto insuficiente para um atendimento de tais proporções. É oportuno lembrar que grande parte do material que entrava em contato com os pacientes não mais poderia ser utilizada devido ao elevado grau de contaminação radioativa. A intensa mobilização de pessoal para tratamento dos pacientes também gerou a necessidade do recebimento de itens ligados à radioproteção.
As 14 vítimas tratadas no HNMD apresentavam diferentes histórias de contato com a fonte radioativa, em períodos e condições inteiramente diferentes. Todos sofreram, além de irradiação, contaminação externa e interna em diferentes graus. Com o passar do tempo, muitos foram tendo seu estado de saúde agravado, tornando-se totalmente dependentes dos cuidados gerais de enfermagem. Medidas enérgicas quanto à adoção de técnicas assépticas e limitação do fluxo de pessoas nos quartos tiveram de ser tomadas, com o objetivo de reduzir o risco de infecções cruzadas e o surgimento de novas complicações, já que os pacientes se encontravam imunodeprimidos.
Outra situação delicada para a equipe foi evitar que os pacientes presenciassem o falecimento de um ente querido. Todos os internados eram parentes ou possuíam laços de amizade. Desta forma, implantou-se uma unidade de internação de apoio, no andar superior da enfermaria. Os pacientes de menor gravidade e com menor grau de contaminação radioativa externa foram para lá transferidos. Aqueles que estavam em estado grave foram mantidos na Enfermaria dos Pacientes Irradiados, em quartos individuais.
Todos os pacientes, ao terem alta do HNMD, já não traziam mais riscos para as equipes que lhes prestavam atendimento, uma vez que todos já haviam passado pelos processos de descontaminação interna e externa. Desta forma, puderam ser transferidos para o Hospital Geral de Goiânia (HGG), onde prosseguiriam com o tratamento. Entretanto, todos aqueles que, antes de detectado o problema pelas autoridades, procuraram atendimento nos hospitais e clínicas de Goiânia, acabaram por contaminar estas unidades e o pessoal que os assistia.


11.1 Os pacientes#


11.1.1 L.S.F. (6 anos, sexo feminino) - Admitida  no HNMD
O pai da criança manipulou a fonte na residência do irmão, onde “raspou” a peça, colocando o pó no bolso da calça, levando-o para casa. A menina manipulou este pó e a seguir ingeriu alimentação usando as mãos, sem as lavar. Cerca de três horas depois, começou a apresentar náusea, vômitos, além de uma lesão na região palmar.
A paciente evoluiu com estomatite, diarréia, enterorragia#, adinamia#, torpor e depressão medular grave, recebendo o tratamento específico.
Esta era a paciente mais grave e, pelo altíssimo nível de contaminação radioativa, era considerada uma “fonte”. A contaminação interna foi tão elevada que o material radioativo por ela incorporado passou a irradiar sua própria medula óssea.
Todos os cuidados de radioproteção na assistência a esta paciente tinham que ser detalhadamente observados.
Foi também necessário um grande rodízio do pessoal, especialmente na área da enfermagem, evitando assim qualquer risco de contaminação para a equipe. L.S.F. evoluiu para óbito em 23/10/87. Laudo da Necropsia: “Hemorragia difusa de múltiplos órgãos”. Dose absorvida: 6,0 Gy#.


 11.1.2 I.A.F. (40 anos, sexo masculino) - Admitido no HNMD
Pai de L.S.F., manipulou a fonte radioativa na casa do irmão D.A.F., no dia 24/09/87, sete dias antes de sua internação no HNMD. Recolheu e embrulhou num pedaço de papel a quantidade equivalente a uma colher de chá do pó radioativo e o colocou no bolso esquerdo da calça. Carregou o pó por aproximadamente quinze minutos, deixando-o depois na sala de sua casa, onde seus filhos brincavam. No dia seguinte, este pó foi varrido e, na ocasião, o paciente observou que a coxa e cotovelo esquerdo encontravam-se hiperemiadas, com a formação de bolhas, inclusive na face palmar da mão direita.
Evoluiu com depressão leve da medula óssea.  Recebeu a medicação Azul da Prússia, quimioterápicos, antifúngicos e sofreu debridamento cirúrgico.
Teve alta hospitalar em 04/11/87, para prosseguir com tratamento em Goiânia. 
Dose absorvida: 3,0 Gy. 

 
11.1.3 E.F. (46 anos, sexo masculino) - Admitido no HNMD
Em 25/09/87 recebeu do irmão um “pedaço de pedra”, que tinha sido obtido com o dono de um ferro-velho. Colocou-o no bolso direito da calça, onde o fragmento permaneceu por cerca de uma hora,sendo depois depositado em cima de um móvel, em seu quarto.
Duas horas após o contato com a “pedra”, sentiu forte dor na face externa da coxa direita, na altura do bolso da calça. No dia seguinte, observou hiperemia com flictenas. Apresentou radiodermite profunda na coxa direita. No HNMD, foi submetido a debridamento cirúrgico. Apresentou depressão medular discreta, tendo recebido medicação Azul da Prússia, analgésicos e sedativos.
Teve alta hospitalar em 19/10/87 com lesão na coxa interna necessitando de cuidados. Manteve acompanhamento ambulatorial em Goiânia.  Dose absorvida: 2,1 Gy. 



























12. DANOS AO ORGANISMO


O maior risco da radiação ionizante é o câncer! Ela também pode provocar defeitos genéticos nos filhos de homens ou mulheres expostos. Os danos ao nosso patrimônio genético (DNA) podem passar às futuras gerações. É o que chamamos de mutação. Crianças de mães expostas à radiação durante a gravidez podem apresentar retardamento mental.
A exposição a grande quantidade de radiação é rara e pode causar doenças em poucas horas e até a morte. A maioria do conhecimento sobre os riscos da radiação ionizante se baseia nos estudos feitos com os 100 mil sobreviventes da barbárie praticada pelos norte-americanos na 2ª guerra mundial, com a explosão das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, no Japão.
Fora das guerras, o perigo nuclear está, principalmente, nos riscos operacionais das usinas. Os maiores problemas são os rejeitos radioativos, que podem contaminar o solo e seus lençóis d’água e o risco de vazamento. O vazamento da Usina de Tchernobyl, em 1986, na antiga União Soviética, fez milhares de vítimas. Em 1979, houve vazamento na usina de Three Miles Islands, nos EUA.
No Brasil, o acidente em Goiânia, em 1987, levou à morte várias pessoas que tiveram contato com uma ampola contendo Césio-147, encontrada num lixo hospitalar.
O maior risco da radiação ionizante é o câncer! Ela também pode provocar defeitos genéticos nos filhos de homens ou mulheres expostos.
Quanto maior a dose de radiação recebida por uma pessoa, maior a chance dela desenvolver câncer. A maioria dos tipos de câncer só aparecem muitos anos depois da dose de radiação ser recebida (tipicamente de 10 a 40 anos).
Há evidências de que qualquer exposição à radiação pode causar danos à saúde. Isto é, não existe nível de exposição seguro ou sem risco.
Qualquer atividade que explore, manipule, produza ou utilize material radioativo gera resíduos radioativos, principalmente mineração de produtos radioativos e geração de energia nuclear. Vários processos industriais, atividades militares, e pesquisas científicas, além de setores da medicina e odontologia, geram subprodutos que incluem resíduos radioativos.
Qualquer atividade envolvendo radiação ou exposição deve ser justificada em relação a outras alternativas e produzir um benefício líquido positivo para a sociedade. É o chamado Princípio da Justificação.


12.1 Como se proteger


O princípio básico da proteção radiológica ocupacional (Princípio ALARA) estabelece que todas as exposições devem ser mantidas tão baixas quanto possível. As doses individuais (trabalhadores e indivíduos do público) não devem exceder os limites anuais estabelecidos pela norma (NE 3.01 - Diretrizes Básicas de Radioproteção) da Comissão Nacional de Energia Nuclear.
Os trabalhadores nessas atividades têm o direito de receber equipamentos especiais de proteção (aventais e protetores de glândulas) e monitores individuais (dosímetros) para medir a radiação no ambiente de trabalho. O direito é assegurado em convenções internacionais e pela legislação brasileira. Eles também têm direito a aposentadoria especial.
Há evidências de que qualquer exposição à radiação pode por em raisco a saúde. Isto é, não exite nível de exposição segura.
A saúde dos trabalhadores deve ser avaliada a cada 6 meses, com realização, inclusive, de hemograma completo. Os resultados desses exames devem ser guardados, pois são fundamentais para o seu acompanhamento.
A leucopenia (baixa de glóbulos brancos), a anemia e/ou a baixa de plaquetas, além de outras alterações nas células do sangue, são sinal de alarme. O trabalhador afetado deve ser afastado imediatamente da exposição.


12.2 O que é radiação


Radiações são ondas eletromagnéticas ou partículas que se propagam com uma determinada velocidade. Contêm energia, carga eléctrica e magnética. Podem ser geradas por fontes naturais ou por dispositivos construídos pelo homem. Possuem energia variável desde valores pequenos até muito elevados.
As radiações electromagnéticas mais conhecidas são: luz, microondas, ondas de rádio, radar, laser, raios X e radiação gama. As radiações sob a forma de partículas, com massa, carga eléctrica, carga magnética mais comuns são os feixes de elétrons, os feixes de prótrons, radiação beta, radiação alfa.


12.3 Tipos de radiação


Dependendo da quantidade de energia, uma radiação pode ser descrita como não ionizante ou ionizante.
Radiações não ionizante possuem relativamente baixa energia. De fato, radiações não ionizantes estão sempre a nossa volta. Ondas eletromagnéticas como a luz, calor e ondas de rádio são formas comuns de radiações não ionizantes. Sem radiações não ionizantes, nós não poderíamos apreciar um programa de TV em nossos lares ou cozinhar em nosso forno de microondas.
Altos níveis de energia, radiações ionizantes, são originadas do núcleo de átomos, podem alterar o estado físico de um átomo e causar a perda de elétrons, tornando-os eletricamente carregados. Este processo chama-se "ionização".
Um átomo pode se tornar ionizado quando a radiação colide com um de seus elétrons. Se essa colisão ocorrer com muita violência, o elétron pode ser arrancado do átomo. Após a perda do elétron, o átomo deixa de ser neutro, pois com um elétron a menos, o número de prótons é maior. O átomo torna-se um "íon positivo".




12.4 Estabilidade do Núcleo Atômico


A tendência dos isótopos dos núcleos atômicos é atingir a estabilidade. Se um isótopo estiver numa configuração instável, com muita energia ou com muitos nêutrons, por exemplo, ele emitirá radiação para atingir um estado estável.
Um átomo pode liberar energia e se estabilizar por meio de uma das seguintes formas:

  • Emissão de partículas do seu núcleo
  • Emissão de fótons de alta freqüência
O processo no qual um átomo espontaneamente libera energia de seu núcleo é chamado de "decaimento radioativo".
Quando algo decai na natureza, como a morte de uma planta, ocorrem trocas de um estado complexo (a planta) para um estado simples (o solo). A idéia é a mesma para um átomo instável. Por emissão de partículas ou de energia do núcleo, um átomo instável troca, ou decai, para uma forma mais simples. Por exemplo, um isótopo radioativo de urânio, o 238, decai até se tornar chumbo 206. Chumbo 206 é um isótopo estável, com um núcleo estável. Urânio instável pode, eventualmente, se tornar um isótopo estável de chumbo.


12.5 Radiação Ionizante


Energia e partículas emitidas de núcleos instáveis são capazes de causar ionização. Quando um núcleo instável emite partículas, as partículas são, tipicamente, na forma de partículas alfa, partículas beta ou nêutrons. No caso da emissão de energia, a emissão se faz por uma forma de onda eletromagnética muito semelhante aos raios-x : os raios gama.
Radiações Ionizantes Alfa (a), Beta (ß) e Gama (?)


12.6 Radiação Alfa (a)


As partículas Alfa são constituídas por 2 prótons e 2 nêutrons, isto é, o núcleo de átomo de hélio (He). Quando o núcleo as emite, perde 2 prótons e 2 nêutrons.
Sobre as emissões alfa, foi enunciada por Soddy, em 1911, a chamada primeira lei da Radioatividade:
Quando um radionuclídeo emite uma partícula Alfa, seu número de massa diminui 4 unidades e, seu número atômico, diminui 2 unidades.
X -----> alfa(2p e 2n) + Y(sem 2p e 2n)
Ao perder 2 prótons o radionuclídeo X se transforma no radionuclídeo Y com número atômico igual a (Y = X - 2)
As partículas Alfa, por terem massa e carga elétrica relativamente maior, podem ser facilmente detidas, até mesmo por uma folha de papel; elas em geral não conseguem ultrapassar as camadas externas de células mortas da pele de uma pessoa, sendo assim praticamente inofensivas. Entretanto podem ocasionalmente, penetrar no organismo através de um ferimento ou por aspiração, provocando, nesse caso lesões graves. Têm baixa velocidade comparada a velocidade da luz (20 000 km/s).


12.7 Radiação Beta (ß)


As partículas Beta são elétrons emitidos pelo núcleo de um átomo instável. Em núcleos instáveis betaemissores, um nêutron pode se decompor em um próton, um elétron e um antineutrino permanece no núcleo, um elétron (partícula Beta) e um antineutrino são emitidos.
Assim, ao emitir uma partícula Beta, o núcleo tem a diminuição de um nêutron e o aumento de um próton. Desse modo, o número de massa permanece constante.
A segunda lei da radioatividade, enunciada por Soddy, Fajjans e Russel, em 1913, diz:
Quando um radionuclídeo emite uma partícula beta, seu número de massa permanece constante e seu número atômico aumenta 1 unidade X -----> beta(1e) + antineutrino + Y(com 1p a mais)
Ao ganhar 1 próton o radionuclídeo X se transforma no radionuclídeo Y com número atômico igual a (Y = X + 1)
As partículas Beta são capazes de penetrar cerca de um centímetro nos tecidos (veja a figura a seguir), ocasionando danos à pele, mas não aos órgãos internos, a não ser que sejam ingeridas ou aspiradas. Têm alta velocidade, aproximadamente 270 000 km/s.


12.8 Radiação Gama

Ao contrário das radiações Alfa e Beta, que são constituídas por partículas, a radiação gama é formada por ondas eletromagnéticas emitidas por núcleos instáveis logo em seguida à emissão de uma partícula Alfa ou Beta.
O Césio-137 ao emitir uma partícula Beta, seus núcleos se transformam em Bário-137. No entanto, pode acontecer de, mesmo com a emissão, o núcleo resultante não eliminar toda a energia de que precisaria para se estabilizar. A emissão de uma onda eletromagnética (radiação gama) ajuda um núcleo instável a se estabilizar.
É importante dizer que, das várias ondas eletromagnéticas (radiação gama, raios-X, microondas, luz visível, etc), apenas os raios gama são emitidos pelos núcleos atômicos.
As radiações Alfa, Beta e Gama possuem diferentes poderes de penetração, isto é, diferentes capacidades para atravessar os materiais.
Assim como os raios-X os raios gama são extremamente penetrantes, sendo detido somente por uma parede de concreto ou metal. Têm altíssima velocidade que se igual à velocidade da luz (300 000 km/s).


12.9 Raios-X


Os raios-X que não vêm do centro dos átomos, como os raios Gama. Para obter-se raios-X, uma máquina acelera elétrons e os faz colidir contra uma placa de chumbo, ou outro material. Na colisão, os elétrons perdem a energia cinética, ocorrendo uma transformação em calor (quase a totalidade) e um pouco de raios-X.
Estes raios interessantes atravessam corpos que, para a luz habitual, são opacos. O expoente de absorção deles é proporcional à densidade da substância. Por isso, com o auxílio dos raios X é possível obter uma fotografia dos órgãos internos do homem. Nestas fotografias, distinguem-se bem os ossos do esqueleto e detectam-se diferentes deformações dos tecidos brandos.
A grande capacidade de penetração dos raios X e as suas outras particularidades estão ligadas ao fato de eles terem um comprimento de onda muito pequeno.


12.10 Aplicações


radiação ionizante tornou-se há muitos anos parte integrante da vida do homem. Sua aplicação se dá na área da medicina até às armas bélicas, contudo, sua utilidade é indiscutível. Atualmente, por exemplo a sua utilização em alguns exames de diagnóstico médico, através da aplicação controlada da radiação ionizante (a radiografia é mais comum), é uma metodologia de extremo auxílio. Porém os efeitos da radiação não podem ser considerados inócuos, a sua interação com os seres vivos pode levar a teratogenias e até a morte. Os riscos e os benefícios devem ser ponderados. A radiação é um risco e deve ser usada de acordo com os seus benefícios.



















13. SAÚDE


13.1 Radioterapia


Consiste na utilização da radiação gama, raios X ou feixes de eléctrons para o tratamento de tumores, eliminando células cancerígenas e impedindo o seu crescimento. O tratamento consiste na aplicação programada de doses elevadas de radiação, com a finalidade de atingir as células cancerígenas, causando o menor dano possível aos tecidos sãos intermediários ou adjacentes.


13.2 Diferença entre braquiterapia e radioterapia externa


Na braquiterapia, a radiação tem origem nos materiais radioativos colocados no interior do corpo, nas proximidades do tumor. Essa localização permite que altas doses de radiação sejam rapidamente liberadas nas áreas próximas ao tumor. A radiação fica restrita à região, não afetando órgãos mais distantes. Na radioterapia externa, a fonte de radiação é geralmente um acelerador linear, que emite feixes de raios que alcançam o tumor após atravessar diferentes tecidos. Dessa forma, órgãos e tecidos normais situados no trajeto dos raios estão sujeitos aos efeitos da radiação. Comparada à radioterapia externa, a braquiterapia permite aplicar doses maiores, em intervalos de tempo menores e a volumes mais restritos (OTTO, 2002).


13.3 Braquiterapia


Trata-se de radioterapia localizada para tipos específicos de tumores e em locais específicos do corpo humano. Para isso são utilizadas fontes radioativas emissoras de radiação gama de baixa e média energia, encapsuladas em aço inox ou em platina, com atividade da ordem das dezenas de Curies. A principal vantagem é devido à proximidade da fonte radioativa afeta mais precisamente as células cancerígenas e danifica menos os tecidos e órgãos próximos.


13.4 Aplicadores


São fontes radioativas de emissão beta distribuídas numa superfície , cuja geometria depende do objetivo do aplicador. Muito usado em aplicadores dermatológicos e oftalmológicos. O princípio de operação é a aceleração do processo de cicatrização de tecidos submetidos a cirurgias, evitando sangramentos e quelóides, de modo semelhante a uma cauterização superficial. A atividade das fontes radioativas é baixa e não oferece risco de acidente significativo sob o ponto de vista radiológico. O importante é o controle do tempo de aplicação no tratamento, a manutenção da sua integridade física e armazenamento adequado dos aplicadores.


13.5 Radioisótopos


Existem terapias medicamentosas que contêm radiosiótopos que são administrados ao paciente por meio de ingestão ou injeção, com a garantia da sua deposição preferencial em determinado órgão ou tecido do corpo humano. Por exemplo, isótopos de iodo para o tratamento do cancro na tiróide.






































14 DIAGNÓSTICO


14.1 Radiografia


A radiografia é uma imagem obtida, por um feixe de raios X ou raios gama que atravessa a região de estudo e interage com uma emulsão fotográfica ou tela fluorescente. Existe uma grande variedade de tipos, tamanhos e técnicas radiográficas.
As doses absorvidas de radiação dependem do tipo de radiografia. Como existe a acumulação da radiação ionizante não se devem tirar radiografias sem necessidade e, principalmente, com equipamentos fora dos padrões de operação. O risco de dano é maior para o operador, que executa rotineiramente muitas radiografias por dia. Para evitar exposição desnecessária, deve-se ficar o mais distante possível, no momento do disparo do feixe ou protegido por um biombo com blindagem de chumbo.


14.2 Tomografia


O princípio da tomografia consiste em ligar um tubo de raios X a um filme radiográfico por um braço rígido que gira ao redor de um determinado ponto, situado num plano paralelo à película. Assim, durante a rotação do braço, produz-se a translação simultânea do foco (alvo) e do filme. Obtém-se imagens de planos de cortes sucessivos, como se observássemos fatias seccionadas, por exemplo, do cérebro. Não apresenta riscos de acidente pois é operada por electricidade, e o nível de exposição à radiação é similar. Não se devem realizar exames tomográficos sem necessidade, devido à acumulação de dose de radiação.


14.3 Mamografia


Atualmente a mamografia é um instrumento que auxilia na prevenção e na redução de mortes por câncer de mama. Como o tecido da mama é difícil de ser examinado com o uso de radiação penetrante, devido às pequenas diferenças de densidade e textura de seus componentes como o tecido adiposo e fibroglandular, a mamografia possibilita somente suspeitar e não diagnosticar um tumor maligno. O diagnóstico é complementado pelo uso da biópsia e ultrasonografia. Com estas técnicas, permite-se a detecção precoce em pacientes assintomáticas e imagens de melhor definição em pacientes sintomáticas. A imagem é obtida com o uso de um feixe de raios X de baixa energia, produzidos em tubos especiais, após a mama ser comprimida entre duas placas. O risco associado à exposição à radiação é mínimo, principalmente quando comparado com o benefício obtido.
14.4 Mapeamento com radiofármacos


O uso de marcadores é comum. O marcador radioactivo tem o objetivo de, como o nome mesmo diz, marcar moléculas de substâncias que se incorporam ou são metabolizadas pelo organismo do homem, de uma planta ou animal. Por exemplo, o iodo-131 é usado para seguir o comportamento do iodo -127, estável, no percurso de uma reacção química in vitro ou no organismo. Nestes exames, a irradiação da pessoa é inevitável, mas deve-se ter em atenção para que esta seja a menor possível.


14.5 Como minimizar os efeitos da radiação ionizante


A minimização dos efeitos da radiação nos trabalhadores inicia pela avaliação de risco, o correto planejamento das atividades a serem desenvolvidas, utilização de instalações e de práticas corretas, de tal forma a diminuir a magnitude das doses individuais, o número de pessoas expostas e a probabilidade de exposições acidentais.
Os equipamentos de proteção (EPC e EPI) devem ser utilizados por todos os trabalhadores, além de ser observado a otimização desta proteção pelo elaboração e execução correta de projeto de instalações laboratoriais, na escolha adequada dos equipamentos e na execução correta dos procedimentos de trabalho.
Por outro lado o controle das doses nos trabalhadores deve considerar três fatores:

1. Tempo

A dose recebida é proporcional ao tempo de exposição e à velocidade da dose D = t x velocidade da dose

2. Distância

A intensidade da radiação decresce com o quadrado da distância D1/D2 = (d1/d2)2

3. Blindagem

A espessura da blindagem depende do tipo de radiação, da atividade da fonte e da velocidade de dose aceitável após a blindagem. Para a protecção do trabalhador os comandos do equipamentos devem ter blindagem, assegurando que o técnico possa ver e manter o contacto com o paciente no decorrer do exame. As próprias salas devem ter blindagem, por forma a assegurar e garantir a segurança radiológica tanto do técnico como do pessoal circunvizinho à sala. Estas protecções devem ter espessura suficiente para garantir a proteção contra a radiação primária e a radiação difundida que pode atingir as paredes da sala.
No cálculo das blindagens leva-se em conta:

  • A energia da radiação produzida
  • A quantidade de radiação produzida por determinado período (carga de trabalho)
  • Grau de ocupação ou frequência do ponto de interesse
  • Material a ser usado como blindagem
Para a blindagem de raios X e Gama usa-se geralmente o chumbo. Contudo outros materiais podem ser utilizados embora a espessura necessária para se obter a mesma atenuação que com o chumbo seja muito maior.
A garantia de que as condições de trabalho é adequada do ponto de vista da proteção pode ser obtida através do levantamento radiométrico da instalação. Esta medida tem por objetivo verificar se durante a operação, a instalação apresenta níveis de segurança adequados aos trabalhadores.

















































15. CONTROLE À EXPOSIÇÃO E MONITORIZAÇÃO


Este processo tem como objetivo garantir a menor exposição possível aos trabalhadores e garantir que os limites de dose não são superados.


15.1 Tipos de monitorização


* Pessoal - procura estimar a dose recebida pelo trabalhador durante as suas atividades envolvendo radiação ionizante.
As doses equivalentes são determinadas pela utilização de um ou vários dosímetros que devem ser usados na posição que forneça uma medida representativa da exposição nas partes do corpo expostos à radiação.
No caso do trabalhador usar diferentes tipos de radiação então diferentes tipos de dosímetros devem ser utilizados:

  • Monitorização da radiação externa
  • Monitorização da contaminação interna
De área - Tem por objetivo a avaliação das condições de trabalho e verificar se há presença radioativa. Os resultados das medidas efetuadas com os monitores da área devem ser comparados com os limites primários ou derivados, a fim de se tomar ações para garantir a proteção necessária.


15.2 Tipos de dosímetros


Diversos métodos ou sistemas foram desenvolvidos a fim de possibilitar a determinação da dose de radiação.
O objetivo é o de quantificar a energia absorvida, a fim de proporcionar um conhecimento mais profundo dos efeitos da radiação ionizante sobre a matéria.
Exemplos de dosímetros
Os requisitos são:

  • A resposta do dosímetro deve ser linear com a dose absorvida
  • O aparelho deve ser de alta sensibilidade, por forma a medir doses baixas
  • Deve apresentar amplo intervalo de resposta
  • A resposta deve ser independente da velocidade da dose
  • Deve possuir estabilidade da resposta ao longo do tempo
De uma forma geral podemos classificar os dosímetros em: de leitura direta e de leitura indireta, os primeiros fornecem ao utilizador a dose ou velocidade da dose em qual quer instante, os segundos necessitam de um procedimento para a sua leitura.


15.3 Tipos de radiação


Na natureza, existem 92 elementos. Cada elemento pode ter quantidades diferentes de nêutrons. Os núcleos com mesmo número de prótons, mas que diferem no número de nêutrons, são denominados isótopos de um mesmo elemento. Para determinadas combinações de nêutrons e prótons, o núcleo é estável – nesse caso, são denominados isótopos estáveis. Para outras combinações, o núcleo é instável (isótopos radioativos ou radioisótopos) e emitirá energia na forma de ondas eletromagnéticas ou de partículas, até atingir a estabilidade.
Dá-se o nome genérico de radiação nuclear à energia emitida pelo núcleo. As principais formas de radiação são:
i) emissão de nêutrons
ii) radiações gama, ou seja, radiação eletromagnética, da mesma natureza que a luz visível, as microondas ou os raios X, porém mais energética;
iii) radiação alfa (núcleos de hélio, formados por dois prótons e dois nêutrons)
iv) radiação beta (elétrons ou suas antipartículas, os pósitrons, cuja carga elétrica é positiva).
Nas ciências nucleares, a unidade de energia geralmente utilizada é o elétron-volt (eV). As energias emitidas pelo núcleo são acima de 10 mil eV, valor que é cerca de bilhões de vezes menor que o das energias com que lidamos no dia-a-dia. Esse valor se torna significativo quando lembramos que em cerca de 100 gramas de urânio existem em torno de 1023 átomos. Uma bomba como a de Hiroshima contém apenas 20 kg de matéria-prima, aproximadamente.
A liberação de energia do núcleo se dá através de dois processos principais: decaimento radioativo (também chamado desintegração) e fissão.


15.4 Radioatividades Naturais


Os danos que a radioatividade pode causar à saúde humana justificam as rigorosas normas de segurança adotadas nas atividades que usam a energia nuclear. Mas muitas pessoas podem estar sendo expostas, sem saber, a níveis elevados de radiação, por causa do acúmulo de elementos radioativos em resíduos de processos industriais.
Inúmeros países, inclusive o Brasil, realizam estudos sobre esse problema, visando reduzir ou eliminar os aumentos da radioatividade natural causados pelas tecnologias criadas pelo homem.
Tecnologia humana aumenta o risco de exposiçãoToda a matéria existente no universo é constituída por átomos, que resultam de diferentes arranjos entre prótons, nêutrons e elétrons. Em função desses arranjos, os átomos adquirem propriedades físico-químicas bem definidas, que permitem identificar cada um deles como um elemento químico. No entanto, o mesmo elemento pode ocorrer em diferentes formas, denominadas isótopos, com comportamento químico idêntico. Isótopos de um mesmo elemento têm igual número de prótons, mas diferem no número de nêutrons, o que resulta em átomos mais ou menos instáveis.
A instabilidade dos átomos está associada a um excesso de energia acumulada, que tende a ser liberada sob a forma de radiações. Nesse processo denominado decaimento, o átomo livra-se do excesso de energia e torna-se mais estável. A radiação emitida pode ser pura energia eletromagnética ou conter ainda partículas saídas do núcleo do átomo. Quando há liberação de partículas, as propriedades químicas do átomo são alteradas e o elemento transforma-se em outro.
Os átomos que decaem, emitindo radiação, são conhecidos como radioativos.. Essa radiação (com ou sem partículas) é chamada de “nuclear” por se originar do núcleo do átomo, e os dois tipos têm em comum a capacidade de interagir com a matéria à sua volta, alterando sua estrutura. Células vivas expostas a essa radiação, por exemplo, podem ser destruídas ou alteradas, em geral levando a doenças.
A radioatividade é, assim, um processo natural, através do qual átomos instáveis evoluem em busca de configurações mais estáveis. O processo leva à transmutação de elementos químicos e à liberação de energia nuclear. Descoberto no final do século passado, o fenômeno foi desvendado e dominado pelos cientistas, e sua utilização disseminou-se, seja para benefício do homem (na medicina, por exemplo), seja com fins maléficos (caso das bombas nucleares). Desde sua descoberta, a radioatividade vem sendo associada ao aumento do câncer nas populações expostas tanto a fontes naturais quanto a fontes artificiais usadas de modo inadequado, ou em acidentes como a explosão do reator nuclear de Tchernobyl, na Rússia (1986), ou a abertura de uma cápsula de césio radioativo (137 Cs) de uso medicinal em Goiânia (1987).


15.5 A proteção contra as radiações


A radioatividade pode ser nociva ao organismo humano, dependendo da intensidade ou da duração da exposição. Esse perigo já é bem conhecido, e os livros, a televisão e o cinema ajudaram a divulgá-lo. Mas o fenômeno também pode trazer importantes benefícios. Entre as aplicações pacíficas da energia nuclear estão, hoje, várias práticas médicas (como o tratamento do câncer e o diagnóstico de doenças) e pesquisas científicas (na bioquímica, na agricultura, na ecologia), além da produção de energia elétrica, a mais conhecida.
Em função dos riscos ligados à radioatividade, as atividades que envolvem o uso da energia nuclear são regulamentadas pela Comissão Internacional de Radioproteção (ICRP, na sigla em inglês), uma instituição científica independente. A ICRP estabeleceu em 1977 três novos princípios básicos, que devem ser obedecidos por todas as empresas ou instituições (públicas ou privadas), para garantir o desenvolvimento seguro dessas atividades, e desde então vem realizando estudos e fazendo recomendações para atividades específicas.
O primeiro desses princípios é a justificativa da prática. Nenhuma atividade que envolva exposições à radiação deve ser realizada, a menos que gere benefícios, aos indivíduos expostos ou à sociedade, que compensem os riscos associados à radiação. O segundo, a otimização, determina que, para qualquer fonte de radiação usada em uma atividade, a magnitude das doses individuais, o número de pessoas expostas e mesmo a eventualidade da ocorrência de exposições (quando não há certeza se isso acontecerá) devem ser mantidos no mais baixo nível razoavelmente aceitável, levando-se em conta os fatores sociais e econômicos. O terceiro princípio, a limitação de dose, diz que a exposição de indivíduos (em todas as práticas relevantes de uma atividade) deve obedecer a limites de dose ou a algum tipo de controle de risco, para assegurar que ninguém seja exposto a riscos considerados inaceitáveis.
Em conjunto, esses princípios significam que é aceitável desenvolver atividades que envolvem o uso da energia nuclear, desde que isso represente um benefício para o ser humano, sem que este incorra em riscos que possam ser evitados.
Os três princípios básicos acima constituem a base de atuação do Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD), vinculado à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), órgão federal encarregado de regulamentar, normatizar e fiscalizar todas as práticas envolvendo o uso da energia nuclear no país. A finalidade do IRD, como órgão de referência na proteção contra os efeitos nocivos da radioatividade, é realizar pesquisas na área da radioproteção e dosimetria (medidas de doses radiológicas), além de apoiar técnica e cientificamente a CNEN nos processos regulatórios e de controle de práticas que impliquem o uso da radiação ionizante.
Os seres humanos também podem estar expostos à radioatividade em situações que não envolvem o uso da energia nuclear, e que por isso não estariam sujeitas aos princípios de controle e limitação de dose. São fontes de radiação os isótopos naturais de diversos elementos químicos, presentes no solo, no ar e mesmo em seres vivos (até no organismo humano). Em geral, a exposição a essas fontes não alcança níveis perigosos, mas certas atividades tecnológicas podem aumentar os riscos. Essa possibilidade vem sendo investigada há algum tempo.
A influência do homem sobre os níveis de exposição à radioatividade natural começou quando os ancestrais da espécie escolheram viver em cavernas e ampliou-se quando passaram a minerar e trabalhar metais e bens minerais. No primeiro caso, ao cobrir as entradas de cavernas com peles de animais, o homem primitivo reduziu a renovação do ar nesses ambientes, o que aumentou os níveis internos de radônio. Isso porque esse gás radioativo, produzido durante o decaimento do isótopo 238 de urânio (238U), é capaz de emanar das rochas onde é gerado.
Tal situação é semelhante à vivida por mineiros que trabalham em galerias subterrâneas: o urânio, sempre presente nas rochas (em níveis apreciáveis em alguns casos), constitui uma fonte permanente de radônio, que emana e se acumula dentro das galerias. Caso não exista um sistema de ventilação eficiente, os trabalhadores podem ficar sujeitos a níveis de exposição superiores aos recomendados pela ICRP. É significativa, o que reforça essa possibilidade, a associação entre os teores de radônio em minas subterrâneas e o número de casos de câncer em mineiros.
As indústrias do ciclo do combustível nuclear, incluindo lavra e beneficiamento de minério de urânio, enriquecimento desse elemento, reatores nucleares e plantas de reprocessamento são submetidas, no Brasil e no exterior, a um severo processo de licenciamento e controle. Isso as coloca, sem dúvida, entre as atividades industriais mais rigorosamente controladas. Vários avanços na área de segurança ocorridos no setor nuclear foram depois adotados pelo setor produtivo convencional (não nuclear). A percepção da opinião pública (às vezes equivocada) quanto aos riscos da energia nuclear certamente contribuiu para esse rigor no controle das instalações nucleares.
Agora, um tema que vem despertando muito interesse científico e social é a real possibilidade de ocorrência de exposições à radiação em função de atividades não-nucleares. De fato, materiais usados por diferentes tipos de indústrias não-nucleares (como matérias-primas e componentes de produtos, ou descartados nos processos produtivos) apresentam elevada radioatividade natural. Tais materiais são conhecidos internacionalmente pela sigla NORM (de naturally occurring radioactive materials, ou seja, materiais em que a radioatividade ocorre naturalmente). Os processos industriais a que tais materiais são submetidos podem aumentar a concentração de elementos radioativos (e, portanto, os níveis de radiação emitida) e a exposição de trabalhadores e indivíduos do público à radioatividade.
As pesquisas a respeito dos impactos radioativos associados às indústrias não-nucleares baseiam-se na hipótese de que, não sendo conhecidos os riscos a que os trabalhadores e a população estariam sujeitos em função dessas atividades, pode estar ocorrendo exposição inconsciente e indevida à radiação. Em resposta a essa possibilidade, órgãos governamentais e empresas públicas e privadas, em diversos países (desenvolvidos ou em desenvolvimento), vêm investindo em estudos científicos para definir a extensão do problema.
Esses estudos abrem a possibilidade real de adoção de normas sobre o uso industrial de materiais e processos com risco potencial de impacto radiológico e sobre a necessária recuperação de áreas ambientais afetadas por tais atividades. Também servem para alertar as empresas que utilizam tais materiais e processos, levando-as a buscar a tecnologia adequada para eliminar ou controlar esse impacto.


15.6 Problema potencial em vários setores


Um exemplo que abrange muitos setores industriais, em especial a siderurgia, é a queima do carvão mineral, que contém elementos radioativos como urânio e tório. Estima-se que, em todo o mundo, sejam queimadas por ano 2,8 bilhões de toneladas de carvão, liberando 9 mil toneladas de tório e 3,6 mil de urânio para o meio ambiente, nas partículas presentes na fumaça e nas cinzas descartadas. Com a queima, são multiplicadas as concentrações (nas cinzas) de elementos radioativos gerados pelo decaimento natural dos isótopos 238 de urânio (238U) e 232 de tório (232Th). Elementos voláteis como o radônio e o isótopo 210 de chumbo (210Pb) tendem a ser liberados na atmosfera.
Uma avaliação do impacto radiológico resultante da queima do carvão para gerar energia elétrica vem sendo realizada, no Reino Unido, pelo National Radiological Protection Board (NRPB), considerando várias vias de exposição: liberação de cinzas e radônio para atmosfera, descarte de cinzas, uso desse material como subproduto industrial e outras. Resultados preliminares indicam que as exposições mais elevadas resultam do emprego das cinzas na construção civil e que a liberação na atmosfera contamina a vegetação local.
A ocorrência de elementos radioativos naturais no petróleo e no gás natural também pode aumentar a exposição à radiação. Quando o óleo é extraído do subsolo, vem acompanhado de sólidos e de água. Sob certas condições, sais de bário e cálcio (sulfatos e carbonatos) sofrem precipitação, carregando com eles os isótopos 226 e 228 do rádio, ambos radioativos. Com o tempo, esses precipitados entopem os dutos, devendo ser removidos e depositados de modo seguro, para evitar exposições à radioatividade. O problema foi observado em plataformas marítimas de petróleo do Mar do Norte, na Europa, em 1981 (e estima-se que existam, em todo o mundo, cerca de 6 mil plataformas desse tipo). Até hoje, porém, as avaliações realizadas mostram que os trabalhadores sofreram baixos níveis de exposição e que o problema se concentra na emissão de efluentes para o mar.
A descarga no mar dessas e de outras águas de processos, contendo elevadas concentrações de elementos radioativos, pode fazer com que esses elementos se acumulem na cadeia alimentar marinha, até atingir altas concentrações no topo dessa cadeia (nos peixes). O consumo desses peixes (e outros animais) contaminados pode aumentar a exposição de seres humanos à radioatividade.
Entre as indústrias em que os problemas de exposição à radiação podem ser mais significativos destacam-se as do ciclo de lavra e beneficiamento de minerais. Isso porque alguns minerais, ao se formarem, incorporaram urânio e tório em proporções superiores à média da crosta terrestre. A extração e o processamento industrial alteram as condições físico-químicas que esses materiais apresentam na natureza, o que pode levar ao lançamento de parcelas significativas dos elementos radioativos no meio ambiente. Um exemplo é a drenagem ácida: a pirita (FeS2) presente nas rochas é oxidada quando exposta ao oxigênio e à água, resultando na produção de ácido sulfúrico (h4SO4). Esse ácido tem a capacidade de lixiviar (remover) da rocha grandes quantidades de metais (radioativos ou não), que podem contaminar águas superficiais (rios, lagos e estuários) e subterrâneas.
Mesmo que isso não aconteça, o próprio processamento de um minério pode concentrar ou mobilizar os elementos radioativos. O aumento da radioatividade natural em resíduos sólidos da mineração, efluentes líquidos e emissões gasosas, e também em produtos e subprodutos que venham a ser usados por outros setores industriais, pode resultar em maior exposição de trabalhadores e da população em geral.
O problema pode ocorrer em muitas indústrias de mineração, em especial as de carvão, nióbio, ouro, ferro, minerais pesados (como zircônio e terras raras). Também merece destaque a indústria de fosfato: na produção do ácido fosfórico (h4PO4) são obtidas grandes quantidades de fosfogesso, subproduto constituído basicamente por sulfato de cálcio (CaSO4). Dependendo das concentrações de urânio e tório na rocha fosfática, o fosfogesso pode apresentar grandes quantidades dos isótopos 226 e 228 de rádio. Apesar do risco, esse subproduto é geralmente armazenado em pilhas, nas proximidades das fábricas, e em alguns casos é despejado em cursos d.água. O problema é maior ainda porque o fosfogesso, como as cinzas do carvão, pode ser usado na construção civil e na agricultura (como fertilizante).


15.7 Quatro Anos De Estudos No Brasil


A preocupação com os riscos do aumento da exposição à radioatividade natural também está presente no Brasil. Por determinação da CNEN, o IRD vem coordenando um programa de pesquisa bastante amplo para avaliar a extensão do problema no país (em especial no setor mineral), definir linhas de investigação prioritárias e propor estratégias de atuação em função dos resultados obtidos. Em um sentido mais amplo, esses resultados, além de garantir proteção aos trabalhadores dos setores envolvidos e à população, contribuem para que o setor industrial não seja surpreendido pela adoção eventual de medidas de controle internas-meio-ambiente ou mesmo externas, como barreiras alfandegárias decorrentes da globalização da economia.
O programa de pesquisa, iniciado em 1996, inclui a avaliação de eventuais impactos da liberação de efluentes líquidos e gasosos por diferentes tipos de indústrias de mineração e dos riscos decorrentes de uma futura ocupação humana em áreas de influência de bacias de rejeitos e do uso de seus produtos e subprodutos por outras indústrias. Também é avaliada a exposição de operários nos locais de trabalho, incluindo determinação de elementos radioativos no organismo (em amostras de urina e fezes) e em aerossóis (partículas suspensas no ar), e do radônio acumulado nos locais de trabalho. Estuda-se ainda a viabilidade da alteração das rotas de processo e da recuperação econômica de resíduos, visando reduzir impactos ambientais.
Para estudar as implicações ambientais dessas atividades foi desenvolvida uma metodologia de trabalho que começa na análise detalhada do processo operacional da indústria. Todo o seu modo de operação é examinado, desde os balanços de massa até os sistemas de tratamento e disposição de rejeitos. A seguir, a presença de elementos radioativos e nãoradioativos é identificada em amostras colhidas ao longo do circuito operacional. Com esses resultados é feito o balanço de massa, que permite conhecer quanta radioatividade entra no processo industrial e em que volume e de que forma ela sai (se em produtos, rejeitos sólidos, efluentes líquidos ou gases).
Mas não basta medir as quantidades envolvidas no processo. É preciso saber que forma química têm os contaminantes potenciais: se estão facilmente disponíveis ou são mais resistentes aos processos físico-químicos atuantes no ambiente. A etapa seguinte é estimar, através de modelos matemáticos que simulam cenários possíveis, a concentração de poluentes nos compartimentos ambientais: águas de superfície, águas subterrâneas, sedimentos, peixes, vegetais potencialmente consumidos pelo homem, carne e leite. Tais dados, associados às taxas de consumo dos diferentes itens, permitem estimar a exposição humana à radioatividade.
Em função das exposições estimadas calculam se os riscos radiológicos à saúde humana. Os valores obtidos indicam a necessidade ou não de medidas de correção ou controle da disposição de rejeitos, emissão de efluentes e gases ou reaproveitamento de materiais. Essa metodologia também pode ser aplicada em situações onde outros poluentes (não radioativos) estão envolvidos no diagnóstico de impacto ambiental.
O processo operacional de uma indústria de lavra e beneficiamento de nióbio no Brasil permite exemplificar esse trabalho. As análises das amostras coletadas em cada etapa do processo evidenciaram o aumento da concentração de elementos radioativos nos resíduos da lixiviação e na escória. Do ponto de vista gerencial, tais rejeitos devem ser separados dos demais e os locais onde serão depositados devem ser isolados de forma a evitar que qualquer pessoa (trabalhadores ou não) seja exposta à radioatividade. Um dado interessante é a concentração de urânio, em torno de 1.500ppm (partes por milhão), no material de lixívia, o que pode viabilizar seu aproveitamento como insumo para a produção de concentrado de urânio, a ser usado na geração de energia nucleoelétrica.
No caso dos efluentes liberados para o ambiente, o cálculo das doses revela que os impactos para os cursos d.água são irrelevantes. No entanto, as concentrações dos isótopos 226 e 228 de rádio nas águas subterrâneas afetadas pelas bacias de rejeito onde são despejados os resíduos da lixiviação não permitem a liberação dessas águas para o meio ambiente sem algum tipo de tratamento. Assim, as práticas adotadas pela empresa bombeamento contínuo da água dessas bacias e seu tratamento com sulfato de cálcio (CaSO4) não deve ser interrompido.
Já em uma mineração de carvão investigada, o problema principal está no alto teor de urânio medido nas drenagens ácidas. A detecção de valores de radioatividade em torno de 100 becquerels por litro (Bq/l) nas águas resultantes dessas drenagens impede seu lançamento no ambiente sem qualquer tratamento, pois poderão expor a população a doses acima dos limites recomendados pela ICRP.
Cabe destacar ainda dois trabalhos de pesquisadores do IRD sobre o emprego do fosfogesso: como material de construção e como fertilizante agrícola. O primeiro demonstrou que a inalação do isótopo 220 do radônio e de seus descendentes de vida curta emanados das paredes de um cômodo em cuja construção o fosfogesso tenha sido usado como componente da argamassa (e ainda com baixa ventilação e sem proteção - tinta - nas paredes) exporia um morador a até 80% do valor de dose total. Esse estudo concluiu que, para os cenários de uso considerados, os valores de dose não seriam significativos, mas mostrou que a presença desse isótopo no fosfogesso pode ser um fator limitante para seu emprego na construção civil. O segundo estudo indicou que os valores de dose individual resultantes da ingestão de produtos cultivados com o fosfogesso como fertilizante não representam um aumento de risco que impeça esse uso, mesmo no caso de aplicações sucessivas durante 100 anos.
O futuro da radioproteção O aumento da radioatividade ambiental provocado por atividades humanas é um tema sujeito a intensa investigação. Atividades antes insuspeitas podem ser vistas hoje como fontes potenciais de exposição. Por isso, vários trabalhos científicos têm sido publicados sobre esse assunto e vêm sendo desenvolvidas tecnologias de medida de radiação. Também estão sendo estudadas regulamentações para restringir os riscos associados a essas exposições. Todos esses aspectos, porém, ainda são debatidos intensamente na comunidade científica internacional.
Para ampliar a discussão dessa questão no país, o IRD e a Sociedade Brasileira de Biociências Nucleares (SBBN) realizaram no Rio de Janeiro, em setembro do ano passado, o 2º Technological Enhanced Natural Radiation Symposium (Simpósio sobre Radiação Natural Tecnologicamente Intensificada). Foram abordados, no encontro, aspectos relacionados ao monitoramento desses materiais, às técnicas de medida, à avaliação das exposições de indivíduos do público e trabalhadores, à experiência dos setores industriais, à recuperação de áreas contaminadas e à legislação sobre o problema.


15.8 Radiação De Fundo


Toda vida, em nosso planeta, está exposta à radiação cósmica* e à radiação proveniente de elementos naturais radioativos existentes na crosta terrestre como potássio, césio etc. A intensidade dessa radiação tem permanecido constante por milhares de anos e se chama radiação natural ou radiação de fundo, e provém de muitas fontes.
Cerca de 30% a 40% dessa radiação se deve aos raios cósmicos. Alguns materiais radioativos -- como potássio-40, carbono-14, urânio, tório etc. – estão presentes em quantidades variáveis nos alimentos.
Uma quantidade raoável de radiação vem do solo e de materiais de construção. Assim, pois, a radiação de fundo pode variar de local para local.
O valor médio da radiação de fundo em locais habitados é de 1,25 milisievert (mSv) ao ano.





15.8.1 Raios catódicos
São feixes de partículas produzidos por um eletrodo negativo (cátodo) de um tubo contendo gás comprimido. São resultado da ionização do gás e provocam luminosidade. Os raios catódicos são identificados no final do século passado por Willian Crookes. O tubo de raios catódicos é usado em osciloscópios e televisões.


15.8.2 Raios X

São capazes de atravessar o corpo humano, durante a travessia, o feixe sofre um certo enfraquecimento. Ele provoca a iluminação de certos sais minerais.
O uso do raio X tem sido uma importante ferramenta de diagnóstico e terapia. Os raios X são absorvidos pelos ossos enquanto passam facilmente pelos outros tecidos.
Em 1895 Wilhelm Konrad von Röntgen descobre acidentalmente os raios X quando estudava válvulas de raios catódicos. Verificou que algo acontecia fora da válvula e fazia brilhar no escuro focos fluorescentes. Eram raios capazes de impressionar chapas fotográficas através de papel preto. Produziam fotografias que revelavam moedas nos bolsos e os ossos das mãos. Estes raios desconhecidos são chamados simplesmente de "x".


15.8.3 Radiação de nêutrons
Nêutrons são partículas muito penetrantes. Elas se originam do espaço externo, por colisões de átomos na atmosfera, e por quebra ou ficção de certos átomos dentro do reator nuclear. Água e concreto são as formas mais comuns usadas como barreiras contra radiação por nêutrons.



















16. CONCLUSÃO


Gostaríamos de finalizar contribuindo com alguns requisitos que compõem os procedimentos de segurança, imprescindíveis para a realização de um bom trabalho a ser realizado pelo profissional de enfermagem, bem com para com as pessoas que ele atende. São cuidados que de um modo geral ajudam a não propagação de várias outras doenças:

  • Delimitação de zonas e áreas (controladas e de vigilância)
  • Selagem
  • Limitar o acesso
  • Utilizar equipamentos de proteção individual
Proibir a comida e a bebida, o fumar, mascar chicletes, manusear lentes de contato, a aplicação de cosméticos e ou produtos de higiene pessoal ou armazenar alimentos para consumo nos locais de uso de radiação e áreas adjacentes.
Outra ação importantíssima e a lavagem das mãos:

  • Antes e após o manuseio de materiais radioativos, após a remoção das luvas e antes de saírem do laboratório.
  • Antes e após o uso de luvas.
  • Antes e depois do contato físico com pacientes.
  • Antes de comer, beber, manusear alimentos e fumar.
  • Depois de usar o toalete, coçar o nariz, cobrir a boca para espirrar, pentear os cabelos.
  • Mãos e antebraços devem ser lavados cuidadosamente (o uso de escovas deverá ser feito com atenção).
  • Manter líquidos anti-sépticos para uso, caso não exista lavatório no local.
  • Evitar o uso de calçados que deixem os artelhos à vista.
  • Não usar anéis, pulseiras, relógios e cordões longos, durante as atividades laboratoriais.
  • Não colocar objetos na boca.
  • Não utilizar a pia do laboratório como lavatório.
  • Usar roupa de proteção durante o trabalho. Essas peças de vestuário não devem ser usadas em outros espaços que não sejam do laboratório (escritório, biblioteca, salas de estar e refeitório).
  • Afixar o símbolo internacional de "Radioatividade" na entrada do laboratório. Neste alerta deve constar o nome e número do telefone do pesquisador responsável.
  • Presença de kits de primeiros socorros, na área de apoio ao laboratório.
  • O responsável pelo laboratório precisa assegurar a capacitação da equipe em relação às medidas de segurança e emergência
  • Providenciar o exame médico periódicos;
  • Adoção de cuidados após a exposição à radiação.
Em linhas gerais podemos perceber que os acidentes em Goiânia e Chernobyl veio contribuir para uma maior atenção ao veicular material radioativo e que a mesma atenção e dedicação destes profissionais conseguiram achar em uma substância tão nociva utilidade para a nossa vida diária.




17. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS


www.biodieselbr.com

www.fisica.net


OTTO, S. E. Oncologia em Enfermagem. 1ª ed. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso Editores, 2002.

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